quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Falando um pouco sobre Sensacionalismo.


  Todo mundo tem algum amigo que, apesar de muito gente boa , está compartilhando por email, Twitter, orkut ou facebook as notícias de atrocidades e terror no Rio de Janeiro. Ou simplesmente usando o muro das lamentações digital para destilar comentários de que a Globo só presta desserviços ao informar bandido, aumentar o caos, sensacionalismo, visões preconceituosas…

 O fato é que ninguém gosta de sensacionalismo mas  inconscientemente ou até conscientemente ajudar com o mesmo.

  Tim Ferriss uma vez publicou no seu livro Trabalhe 4 Horas por semana , essa "dieta" que temos que ter da mídia, dieta essa que eu já venho praticando já faz um tempo. Por exemplo,  no caso atual de conflitos no Rio de Janeiro entre a polícia e traficantes, é uma grande perda de tempo ficar acompanhando noticiário ou tuitando a respeito, como espectadores do sensacionalismo.

 O mesmo se aplica à Copa do Mundo, Novas tecnologia, mineiros soterrados, que ignorei de propósito. Não tenho a menor ideia de quem é o tal Justin Bieber, que é criticado tanto.

 Eu como um amante dos livros do Sherlock Holmes de Arthur Conan Doyle nunca me esquecerei o que Sherlock Holmes Disse uma vez para seu amigo John watson "...evite que informações inúteis ocupem o lugar daquelas que têm utilidade."
Sherlock Holmes

  Todo dia à mídia mostra um traficante preso, uma pessoa morta pela violência, corrupção política, etc... informações essas que aumenta nossa revolta, preconceito mas que não passa disso. O Fato é que precisamos saber fazer um eliminação seletiva do que a gente ver, ler e ouvi  na TV, Jornal, Radio, internet, etc..

Cuidado com o que Você ver por aqui !!!

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

O garoto de lugar nenhum. Capítulo 2 - Parte 1.



2.Convocação.

 Na escola eu não conseguia me concentrar, toda hora vinha a imagem do rosto da minha mãe. Estava na cara que ela sabia de alguma coisa sobre minha insônia. Na sala de aula à professora percebeu que eu estava com o pensamento distante, e sempre chamava minha atenção com perguntas e aumentando o tom da voz com o meu nome. Meus colegas já gostavam quando tinham algum motivo para rirem da minha cara, já que eles tinham um pouco de medo de mim, mesmo sem eu dar motivo.
 No intervalo eu estava sozinho como sempre. Perdidos em meus pensamentos não notei que todos estavam olhando para mim, só que de uma forma diferente, não era como das outras vezes que olhavam para mim com cara de nojo, ou porque me acham estranhos, mas porque eles sabiam de alguma coisa ao meu respeito que eu não estava sabendo. No momento em que eu percebi isso à Julia já estava em pé ao meu lado.

 - O Direto esta esperando por você na diretoria. Disse com à sua voz alta, para que todos  os outros alunos ouçam, pelo menos os que ela ainda não tinha contado antes de me dar a noticia, pois a Julia era representantes dos alunos pelo menos dos outros alunos.
- Obrigado Julia. E abaixei a cabeça novamente e voltei a pensa na cena do café da manhã.
- É agora que eles estão chamando você!-falou ela mais uma vez e mais alto para que todos escutassem - Provavelmente - continuou ela - você vai receber uma suspensão porquê não estava prestando atenção na aula ou melhor você pode ser expulso.

Eu como sempre não tinha ligado por que ela tinha falado nem pelo oque os outros alunos estavam pensando de mim e muito menos oque o diretor e o professores da escola estavam querendo comigo.

 Levantei-me e fui andado pra sala do direto até me esqueci da Julia gritando e os outros alunos cochichando e rindo de mim. As vezes pensava que se eles me conhecessem um pouco mais deixaria de pegar no meu pé, ou não.


 Um pouco antes de subir a escada para a diretoria eu ouvi a voz do Marcos me chamando. Fiquei um pouco surpreso de ele ter me chamado e os outros que estavam ao redor também.
Ele estava vindo em minha direção com uns passos um pouco rápidos e olhando fixo para mim. Por um estante eu pensei que ele estava querendo brigar por uma resposta errada que eu vendi para ele, mas quando chegou perto ele disse: 

 - Acho que a Julia conseguiu tira uma foto com você vendendo as respostas para mim.

Por um instante tudo começou a girar, eu olhei  ao meu redor e vi que todos estavam olhando pra mim, inclusive a Julia, a qual quando a vi com a cara de convencida olhando para mim e rindo, eu fechei às minhas mãos e senti os meus pés se movendo sozinho em direção a ela, O sorriso escarnecedor dela com os aparelhos em seus dentes refletia a luz do sol em cima dos meus olhos o que me deixava mais nervoso ainda.

 - Rafael, acorda cara. - disse o Marcos me chacoalhando - Se for esse motivo pelo qual o diretor esta te chamando? Eu olhei para os olhos dele e vi que ele estava com bastante medo, nunca vi o marcos assim. Mas era óbvio que ele não se importava comigo e sim com ele, na hora veio a imagem do meu pai na cabeça e decidir fazer oque ele faria naquela hora: Primeiramente fiz a cara de despreocupado que ele sempre faz diante de um problemão e depois disse a o Marcos:  
 - Se for esse o caso eu farei o possível para não te envolver. Com certeza ele devia ter achado que eu tinha pirado, mas não falou nada.
Virei as costas e seguir o caminho para diretoria, agora mais preocupado e muito nervoso com a Julia.




















segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Falando um pouco sobre Castidade.


 No decorre da nossa vida adotamos muitas coisas para para nós: Algumas coisas boas, outras más, algumas desnecessárias, outras necessárias, etc. E uma coisa que a maioria adota é o sexo, Sexo é bom é gostoso, mas como diz um poeta qualquer: "Tudo em excesso é ruim."

  Hoje é quase lei um Rapaz ou uma moça ter uma vida sexual ativa, caso contrário você pode ser excluído de um certo grupo ou até sofre preconceito. A verdade é que as crianças de hoje em dia, antes mesmos de ser entenderem por gente já é pressionada a fazer sexo e Crescem e vivem carregando esse peso de que, "tenho que transa!"

  A castidade é uma forma de vida que muitos adotam independentemente de crença, traumas, ou qualquer outros motivo. Algumas pessoas se mantém virgens até o casamento outras até encontra uma pessoa "legal".

  Alguns jovens até usam o anel da castidade. O Fato é que o sexo já se tornou banal. Hoje mais de 50% dos adolescentes já tiveram relação com pessoas do mesmo sexo, por as relações com pessoas do sexo oposto"enjoarem". #fato.

  A igreja católica toma o sexo fora do casamento como um pecado mortal, segundo o sexto mandamento de Deus na bíblia: não pecar contra a castidade (Ex 20,14). E a Igreja também condena o uso de camisinhas, por não ser a solução contra os DSTs e até a gravidez, só entardecer um pouquinho, mas mais cedo ou mais tarde o resultado vai ser o mesmo .


  Pessoalmente falando, eu não gosto da idéia de que alguém ou alguma coisa me controlar, muito menos a minha sexualidade.

 Viver a castidade é difícil, principalmente em uma sociedade onde tudo é sexo. Viver a castidade é uma forma de vida e não precisa ser virgem... e nunca é tarde pra tenta viver uma vida nova e ser livre.
Seja livre !!!

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

O garoto de lugar nenhum. Capítulo 1 - Parte 2.

 Com o passar do tempo minhas olheiras começaram a aparecer e a mamãe a fazer perguntas.
 Numa manhã qualquer, tivermos uma conversa mais intensa sobre o assunto do que o normal:

 - Rafael, meu filho, como surgiu essas olheiras? perguntou ela quando estávamos tomando o café da manhã. Papai tinha saido mais cedo para resolver uns barulhos estranhos que o opala estava fazendo.
 Não sei por que mas na hora eu sentir que não podia contar a verdade para ela, então respondi a primeira coisa que veio pela minha cabeça.
 - Eu usei sua maquiagem. Até hoje eu não sei como pude ter respondido aquilo.

- Primeiramente mamãe fez uma cara de assustada, depois fez uma cara que revelava, que com certeza ela não tinha caido nessa história.
 - Rafael. Eu quero a verdade! Disse ela ordenando, com o olhar fixo.
 A verdade é que eu nunca cogitei à idéia de mentir para minha mãe. E não me sentia nem um pouco bem com aquilo.
 - Eu não durmo, já faz um tempo. Respondi à ela.
 Mamãe fez uma cara de que não sabia o que fazer ou o que dizer. Ela levantou-se atravessou a mesa e ficou de joelhos em minha frente.
 - Quanto tempo? perguntou ela. Agora em minha frente, ajoelhada com as mãos em meus ombros.
 - Acho que já tem duas semanas. Respondi assustado. Mamãe segurando meu ombro apertou com firmeza, abaixou à cabeça e fez silêncio por uns segundos.
E durante esses segundos muitas coisas passaram pela minha cabeça e a maioria era perguntas. Eu gostaria de ser uma criança normal e pergunta para ela inocente-mente o que estava acontecendo comigo.
 - Rafael - disse minha mãe com uma voz suave e baixa - Você tem tido pesadelos? perguntou ela olhando fixamente em meus olhos, como se já soubesse dos pesadelos.
 -Sim. Respondi à ela surpreso e um pouco assustado.
 No momento mamãe abriu os olhos assustada e  levantou-se lentamente, virou-se de costas e foi correndo para o seu quarto.


 Fiquei paralisado. Como mamãe sabia dos pesadelos?
 Porque apesar de ela ficar assustada, agia como se já tivesse passado por aquela situação antes?
 Será que mamãe tinha a respostas para minhas perguntas?

Lá fora ouvir a buzina do opala. Era o papai me chamando para levar-me à escola. Já estava na hora.



Fim do Capítulo 1.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Falando um pouco sobre os engraçadinhos.

 Recentemente virou febre em alguns programas de televisão e radio a comédia. Todo mundo que ser engraçado, todo mundo que rir e fazer os outros rirem, todo mundo virou comediante.
 Os comediantes Fabio Rabin, Dani Calabresa, Luiz França e Marcelo Adnet

 Com a ascenção do Stand Up Comedy no Brasil vem surgindo muitos comediantes, que com esforço consegue conquistar um público. E muitos querem ter seu espaço na televisão, radio, jornal, internet, e até na política. Muitos tentam levar de uma forma engraçada os problemas que assola o Brasil e o mundo. Sempre com uma piadinha pra tudo, eles acabam sendo levados a sério e tidos até como gênios.

 Outra coisa que virou muita moda hoje em dia é os engraçadinhos do you tube. Rapazes e moças que não tem muito o que fazer, gravam videos com suas câmeras VGA, e começam a falar de assuntos que acham que entendem.

 Pessoalmente falando eu não tenho paciência para ouvir gente que acha graça em tudo e que tenta fazer de tudo uma piada.

  A verdade é que todo mundo está fazendo piada com tudo: Política, religião, classe social e até a morte. Uma pessoa morre e depois chegar o fulano contando piada no velório.
Fulano no velório se dando bem.
Outra verdade é que a comédia  também já teve seus momentos, e que nem todo mundo gosta de engraçadinhos. Vai chegar um tempo em que quando você for fala pra alguém, "vou conta uma piada!", você vai leva um soco.


















quarta-feira, 29 de setembro de 2010

O garoto de lugar nenhum. Capítulo 1 - Parte 1.

Introdução:
 Sempre achei que tem algo de errado com a vida. Estudar, namorar, Trabalhar, se casar, ter filhos, envelhecer e morrer. Dizem que a vida é um dom, e se vida é isso, Sinceramente acho que não tenho esse dom.
  Eu sempre adimirei as pessoas que fizeram alguma coisa, pessoas comuns que morreram mas que ainda vivem.
1. Insônia.

  Tudo girava, tudo doía sem machucar, aquela insônia já durava oito dias, e era sempre o mesmo pesadelo,  um Homem que não consigia ver o rosto, tentado salva seu filho de um local em chamas e uns gritos de dor de uma mulher que também não consigia ver o rosto.  E é sempre a mesma hora. Às vinte e uma ia pra cama, com a insistência da mamãe. Os pesadelos aconteciam por volta das vinte e três, era quando acordava e não consigia dormi mais.  Nesse tempo passava muitas coisas pela minha cabeça, e é até uma coisa que me diferenciavam das outras crianças da minha idade, pois eu pensava e observava as coisas à minha volta.  Na época eu morava com meus pais: minha mãe, Maria e meu pai, Paulo. Morávamos em uma casa no meio da periferia da grande São paulo.




 Mamãe ficava em casa e papai era mecânico por herança de seu pai. Papai estudou quase um ano de engenharia mecânica na faculdade. Mas teve que larga os estudos quando eu nasci. O que faz-me setir-me um pouco culpado, mas nunca revelei esse sentimento para ninguém. Para eles eu era uma criança normal, o que não era verdade.


 Eu com nove anos estava na quarta série em um colêgio onde papai precisaria economizar três salários para pagar uma mensalidade, se eu não tivesse ganhado uma bolsa quando estava no primário.
 Na minha escola as outras crianças se aproximavam de mim para eu ensinar às matéria às quais elas tinha dificuldade de aprende, e até conseguia um dinheiro dos filhinhos de papai que não ligava pra nada. Eu não sabia bem ao certo o que fazer ou o que eu ia fazer com aquele dinheiro, mas eu sentia que devia guarda.     Existia um garoto chamado Marcos. Marcos era loiro, olhos azuis e lábios avermelhados. Ele era meu maior cliente, mas a verdade é que ele era diferente dos outros alunos, ele era tão inteligente quanto eu, só comprava por preguiça de estudar. Algumas vezes ele até corrigia algumas respostas erradas que eu fazia.
 Algumas vezes eu tentava me aproxima dele e de outros garotos para algo a mais do que negócios mas eles se afastavam de mim pelo fato de eu ser pobre. Mas a verdade é que eu não ligava nem um pouco. Eu gostava quando me procuravam para ajuda-los com a matéria, eu me sentia útil.
 Eu sabia que isso era errado, e até sentia-me meio culpado graças a uma garota chamada Julia que sempre me lembrava disso. A Julia era a puxa saco da professora, uma garota de cabelo castanho enjoativo que só de olhar dava vontade de vomitar, usava óculos, aparelho e sempre falava gritando. Eu odiava muito ela.

 Eu reparava as caras de nojo dos meus golegas e dos seus pais quando papai me trazia e me buscava na escola no seu maravilhoso opala ss 76 preto ao som de Led Zeppelin, enquanto todos os pais usavam carros importados e carros do ano e ouvindo suas musicas pop. Aquilo me deixava muito orgulhoso do meu pai.
 Era a hora mas feliz do meu dia, porque sempre antes de ir pra casa papai ensinava a dirigir. A verdade é que eu já sabia mas eu tinha medo de que se ele soubesse parasse com as aulas.
 Eu tentava mais dirigir do jeito dele do que do jeito certo. Com o braço esquerdo pra fora, a cabeça incrinada um pouco pra baixo com os olhos fixos a frente, como um touro que esta preste a chifra alguém.
 Meu pai usava sempre a mesma jaqueta de couro preta com uns furos e cortes das brigas que ele tinha do tempo em que ele tocava numa banda de Rock.
 E ele sempre dizia:

 - Rafa, meu filho um dia isso tudo vai ser seu.
 Eu ancioso perguntava:
 - Quando Papai?
  Ele dava um sorriso torto e confiate:
 - Quando eu morre.
  Aquilo me assustava, Eu ficaria sem rumo, perdido sem meu pai, tinha muito que aprender com ele ou copia dele. Ele tinha um rosto emanava confiança, um olhar que parecia que ele conseguia enxerga à alma, muitas vezes eu cheguei achar que ele sábia que eu vendia informações no colégio e que voltava pra casa com o bolso cheio de dinheiro.


Quando chegávamos em casa por volta das dezenove horas lá estava mamãe quase com o jantar pronto, ouvindo Beatles.
 Umas das primeiras coisas que papai fazia quando chegava em casa era dar um beijo na mamãe e tirar a musica do Beatles para colocar Led Zeppelin. Atitude essa que deixava mamãe muito nervosa.
 - Você não cansa de ouvir as mesmas musicas todos os dias?

 Papai olhava pra ela com a cara de despreocupado que ele tinha.
 - Não.
 - O Rafa já se cansou de ter que ouvir essas musicas. Não é Rafa? -E ela olhava pra mim que se eu fosse a sua utima esperança.
 - Não mamãe, Led Zeppelin é muito bom.
 Na hora mamãe fazia uma cara que eu não sabia se ela ia chora ou rir.
  Papai já gostava. Ele me ensinava a toca todas as musicas do Led Zeppelin no violão.
  Eu queria ser igual a ele em tudo desde a roupa que ele usava, até aquela cara de sonso de que não se deixa ser abalado por nada, de que tudo tem solução e mais cedo ou mais tarde tudo iria se resolver.

  Durante muito tempo essa foi minha feliz vida.




Continua... Eu acho.




segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Falando um pouco sobre O garoto de lugar nenhum

 Quando eu tinha 9 anos e estava na quarta série, minha professora pediu para nós alunos, escreverem uma estória ilustrada por alguns desenhos, (coisas de criança). A parti dai que nasceu "o garoto de lugar nenhum". É claro que na hora não tive intenção nenhuma, apenas ia escrevendo e a estória ia saindo.

 E com o mesmo conto de três pagínas que foi um grande motivo para um dez, eu resolvi com 14 anos corrigir e continuar o mesmo. A verdade é que eu ainda estou escrevendo, não terminei. Pode-se dizer, que é uma obra da minha vida! E nesse tempo consegui concluir três suados capítulos.

 Eu resolvi partilhar com vocês, fiéis leitores, essa estória, que eu já contemplo ser futuramente meu primeiro livro. E se vocês gostarem eu continuarei a posta e escrever mais, pois falta muito.

"...O Futuro é de quem se prepara agora."(Martin Luther King. Eu acho)
Martin Luther King